Há coisas que não se compreende.
Uns nascem virados para o sol,
outros vivem p'ra lutar,
uns nascem para morrer,
outros não saem do mesmo lugar.
O que tu és no presente,
é o resultado do passado,
o que fazes no momento,
vai vibrar em algum lado.
As cordas que ligam a vida,
milhares no seu total,
mexem-se a cada acorde,
no vazio, o som é brutal.
Não chores mais.
Tuesday, 13 May 2008
Thursday, 8 May 2008
Blues of despair
I feel the blues,
when the sun rises in the morning,
my night of sleep,
ends in a mourning.
I try to be good,
but I awake to reality,
when I miss the food.
I work all day,
in something that I hate,
I nail the shoes
that some rich will purchase.
My life is ruined,
but I should be playing,
the blues all day.
I prefer to be naked,
but I ain't got the guts,
I prefer to be a hobo,
some say that I'm nuts.
But if I don't sing,
don't sing to my love,
my dreams will faint,
the blues will go away.
when the sun rises in the morning,
my night of sleep,
ends in a mourning.
I try to be good,
but I awake to reality,
when I miss the food.
I work all day,
in something that I hate,
I nail the shoes
that some rich will purchase.
My life is ruined,
but I should be playing,
the blues all day.
I prefer to be naked,
but I ain't got the guts,
I prefer to be a hobo,
some say that I'm nuts.
But if I don't sing,
don't sing to my love,
my dreams will faint,
the blues will go away.
Viver na tecnologia
Liberdade num transistor,
limitação vinda pelo fio,
no mundo do semicondutor,
respiro silício e germânio.
Procuro descobrir-me,
por detrás de uma secretária,
esforço em ouvir-me,
nas oito horas diárias.
Que coisa mais estúpida que faço,
mas preciso de alimento,
se quiser liberdade, fico desempregado
e não tenho mais algum sustento.
A sociedade cada vez mais
impede as fugas da imaginação,
se procuramos ser normais,
mais nos dissolvemos na multidão.
limitação vinda pelo fio,
no mundo do semicondutor,
respiro silício e germânio.
Procuro descobrir-me,
por detrás de uma secretária,
esforço em ouvir-me,
nas oito horas diárias.
Que coisa mais estúpida que faço,
mas preciso de alimento,
se quiser liberdade, fico desempregado
e não tenho mais algum sustento.
A sociedade cada vez mais
impede as fugas da imaginação,
se procuramos ser normais,
mais nos dissolvemos na multidão.
Gota de água
Para esta gota de água
que desta mangueira nasce,
que gera o verde perpétuo
dos campos que floresce.
Aonde chega, toca e molha,
traz alegria e vida,
para onde quer que se olhe,
vemos como ela brilha.
Cria alimento aos homens,
traz paz todas as manhãs,
tira a sede a todos os povos,
faz o dia fluir até amanhã.
Por onde cai as cataratas
nasce uma paisagem bela,
encontra-se nas lágrimas,
de alguém que acabou de vê-la.
Todas as gotas sustentam
marinheiros sem rumo,
as caravelas que zarpam,
navegam para um novo mundo.
que desta mangueira nasce,
que gera o verde perpétuo
dos campos que floresce.
Aonde chega, toca e molha,
traz alegria e vida,
para onde quer que se olhe,
vemos como ela brilha.
Cria alimento aos homens,
traz paz todas as manhãs,
tira a sede a todos os povos,
faz o dia fluir até amanhã.
Por onde cai as cataratas
nasce uma paisagem bela,
encontra-se nas lágrimas,
de alguém que acabou de vê-la.
Todas as gotas sustentam
marinheiros sem rumo,
as caravelas que zarpam,
navegam para um novo mundo.
Sunday, 4 May 2008
Eu sei como é
Eu sei como é,
sou cinzento por alguma razão,
todos querem-me passar a mão,
mal eu me vá embora,
espetam-me facas nas costas,
eu sei como é.
Tenho cara de mau,
não receio em atacar,
passo a vida calado,
quem se mete comigo
está acabado,
eu sei como é.
Eu fiz um pacto com o Diabo,
comigo já estão marcados,
são todos uns safados,
e agora estão bem tramados.
Quando menos esperam,
caem e já não se levantam,
para quem se arma em esperto,
eu ando sempre por perto,
por isso desapareçam,
antes que levem uma sova a sério.
Para quem me quer dar lições,
não tem moral para me dar sermões,
tiro sempre cartas da manga,
preparo-me para quem me trama,
eu sei como é.
sou cinzento por alguma razão,
todos querem-me passar a mão,
mal eu me vá embora,
espetam-me facas nas costas,
eu sei como é.
Tenho cara de mau,
não receio em atacar,
passo a vida calado,
quem se mete comigo
está acabado,
eu sei como é.
Eu fiz um pacto com o Diabo,
comigo já estão marcados,
são todos uns safados,
e agora estão bem tramados.
Quando menos esperam,
caem e já não se levantam,
para quem se arma em esperto,
eu ando sempre por perto,
por isso desapareçam,
antes que levem uma sova a sério.
Para quem me quer dar lições,
não tem moral para me dar sermões,
tiro sempre cartas da manga,
preparo-me para quem me trama,
eu sei como é.
Mel
A abelha sustenta-se com mil batimentos por segundo. Entre o amarelo e o preto riscado, o corpo baila à medida que retira o néctar e o polén da flôr. Visita a mesma flôr várias vezes, até que fique parda, escura e monótona. Na chegada à colmeia, passa o néctar de abelha em abelha, com o objectivo de engrossá-lo e transformá-lo num alimento que nos é delicioso. O doce mel.
Thursday, 1 May 2008
Eu sou...
Eu sou um espermatozóide,
daqueles que morre a tentar,
guarda mil sonhos em si,
mas não consegue ganhar.
Empurram-se na multidão,
lutam para o tal lugar,
tantos pontos de interrogação,
tantos que querem acreditar.
Sempre resguardado atrás,
delicio-me a sonhar,
eu perco a noção do tempo,
eu perco o meu lugar.
daqueles que morre a tentar,
guarda mil sonhos em si,
mas não consegue ganhar.
Empurram-se na multidão,
lutam para o tal lugar,
tantos pontos de interrogação,
tantos que querem acreditar.
Sempre resguardado atrás,
delicio-me a sonhar,
eu perco a noção do tempo,
eu perco o meu lugar.
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