Sunday, 14 November 2010

Acho graça que é normal dizer-se que os políticos são corruptos e ladrões, mas quem ganha as eleições são sempre os mesmos ladrões e corruptos.

Para aqueles que dizem que o país só vai com maioria, eu digo que o país só vai se tiver uma assembleia com pintas roxas. Se não sabem governar-se com o que têm, e se acham que o estado do país é pela crise económica internacional, não ocupem lugares de governo, porque pelo visto não sabem governar o país. Um país tem que ser governado em todas as situações. Eu também sei governar um país com o dinheiro dos outros, quando não tenho que prestar contas e não sou responsabilizado pelos meus actos.

Também quero lembrar a todos os governantes, secretários de estado, etc..., que também são cidadãos portugueses. É que normalmente, quando o político fala numa conferência de imprensa usa muito a frase, "Os portugueses têm que compreender...". Acho que deve ser o efeito narcisístico que ataca os políticos no momento em que têm que falar com os jornalistas.

Também quero dizer a todos os deputados que discursos de "O meu partido bem avisou...", "nós é que nos preocupamos com o país", etc..., são discursos que não ajudam o país a crescer. Independetemente do ponto de vista político, o bem-estar comum de todos os cidadãos portugueses é apartidário.

E no final do mês, que os ordenados dos deputados e governantes seja pago pelo partido e não pelos cidadãos. Cada um dessas pessoas também não me paga o meu ordenado.

Saturday, 13 November 2010

Everybody here wants you

Encontro-me nesta cidade gigante,
mas a minha alma não pertence aqui,
campos agrícolas nos limites
da turbulência do dia-a-dia.

No passeio oposto aos meus problemas,
ando desconfiado, olhando de lado,
quero distância das passadeiras,
nem que qualquer carro se ponha à frente,
simplesmente não páro.

Longas linhas de luz em que me perco,
um movimento obrigatório e constante,
uma luta constante para parecer limpo,
mas o rio está cheio de correntes terríveis
onde qualquer um se perde.

Que cidade estranha é esta,
escura e com muitas sombras,
um contacto que não se sabe como acaba,
um toque suficiente para desviar o rumo
que pode terminar em sucesso positivo.

O que julgamos liberdade,
é na realidade uma prisão colorida,
que nos traz bem-estar para o dia,
mas no final a factura é que dita,
o verdadeiro preço merecido.

Thursday, 4 November 2010

Heroína

O corpo procura sobreviver ao vício,
mas o corpo precisa do vício para viver,
já ninguém gosta do vicío que tem,
mas nem ele, nem o corpo o consegue perder.

O cinto de segurança soltou-se de repente,
o fundo já não segura o que devia segurar,
só um copo de whisky o consegue manter à tona,
arranha os dedos na mesa porque nada sente.

Julgava-se grande e não temia o perigo,
nada o preenchia e sentia-se omnipresente,
em qualquer lado, por qualquer ângulo,
sentia-se seguro, mas soltaram a serpente.

"Eras a minha heroína, apenas só para mim,
a minha glória que me entendia,
como alguém tão pequeno me ouvia tão bem,
agora é ela que exige de mim."

Agora é um constante bater à porta,
abre-a porque sabe que uma mão dará o que quer,
não o ouve mas o faz acalmar no tempo e agora
o corpo é que decide até quando tem que viver.

Friday, 22 October 2010

Tortura

Ploc... O segundo trespassa a mão,
a testa expande-se quando, ploc...
o tempo saltou para o outro tempo,
tudo criado por um profundo corte.

As mãos agrilhoadas e em haste,
as omoplatas viradas do avesso,
e a gota ataca violentamente,
quando cai num constante tempo.

As pernas despegadas do teu corpo,
os nervos descarregam sobre a mente,
o peito comprime-se, destróis os ligamentos,
atinges o estado de dormência rapidamente.

O pânico sentou-se à tua beira,
o eterno desconhecido em silêncio,
o interminável que termina na neve,
que não sabes se trará um destino em breve.

Monday, 18 October 2010

Viver deixa-me morto

A vida não tem segredos,
tem histórias por contar,
dias que foram esquecidos,
lutas que ficaram por lutar.

Silêncios que procuram esconder
traições atiradas à rua,
um movimento que não se quer perder,
sol após sol, lua após lua.

E no fim só nos resta o amor,
o último reduto de qualquer ser,
o que sobra despido de encenações,
um homem entregue à sua mulher.

Friday, 15 October 2010

Desculpa, mas não morri.

Conduzi com a côr castanha ao meu lado,
de mãos postas no volante segui o que quis,
perguntei-te o que querias de mim,
e a minha mão nunca pôs os pontos nos is.

Travei, acelerei, desviei-me, prioritizei,
passaram-me à frente, atropelaram-me
e nunca pararam para ver como fiquei ferido,
seguiram como nunca se tivessem arrependido.

Talvez vivas de proferir ignomínias,
talvez sejas ignóbil e no teu propósito
fui mais um na tua frente, animal convencido,
que nunca me quis desviar de propósito.

Tuesday, 12 October 2010

Critíca à crise económica mundial.

Como é bonito ver a criança faminta a olhar para a bola de futebol. Afinal, não somos todos crianças?