Alguém te faz um bico,
alguém acende um bic,
alguém fuma haxixe,
alguém tem uma trip,
alguém acha isso fino,
alguém se regozija,
alguém ganha o vício,
alguém acha isso chique.
Escândalo? Qual é a sensação?
Nem sempre te podes esconder,
a tua mãe já não passa por aqui,
querias tudo, que tal? Gostas?
Gostas das fotografias?
É isto que querias?
Monday, 8 March 2010
Sunday, 7 March 2010
Cryptomnesia
Em que se torna os amores perdidos e os sonhos não atingidos quando alguém sabe que pode ter uma doença muito grave? Talvez se tornem em princípios de caminhos que avistamos no horizonte no meio de pradarias e que jamais conseguimos alcançar. Talvez as pessoas mais optimistas circundem os caminhos com campos verdes e extensos que terminam no horizonte, e as pessoas menos optimistas vejam um terreno árido e gretado.
Um sentimento de dormência começa a inundar o corpo de cada um, conquistando cada poro, cada pêlo do corpo e o coração continua a bater, dizendo que ainda aqui está e ele será a última pessoa a calar-se. Todos esses sentimentos serão sempre terminados por um suspiro, porque o caminho que cada um percorre, embora esteja muito longe do desejável, será sempre o caminho que lhes pertence e a coragem terá que se manter sempre e a luta pela vida extende-se até ao coração.
Neste momento, António decide que precisa sentir-se intensamente e apetece-lhe fumar um bocado de marijuana. "Bolas, não estou na Jamaica. Eu desconheço este mundo e não sei aonde em Lisboa posso arranjar um bocadinho de erva." Num súbito momento lembra-se que talvez o Bairro Alto seja o melhor local. Ele olha para o relógio e repara que batem neste momento 23 horas e o tempo chuvoso suspendeu-se para essa noite. Ele lança-se à rua à procura de si mesmo, mete-se no carro e obstinadamente vai até ao Bairro Alto.
Num tempo "desfriado" e aquecido pela chuva recentemente terminada, ironicamente protege-se do frio e percorre os cantos dos prédios do Bairro. "Com este tempo vai ser difícil encontrar alguém." - ele pensou para si próprio. Andou esquina a esquina e apenas encontrou alguém a vender haxixe. "Foda-se, não é isto que quero. Isto aqui não me atrai." - pensou.
- Será que não me arranja marijuana ou conhece alguém aqui que a venda?
- Neste momento o "bro" que anda aqui a vender essas coisas não está cá. Anda com a irmã doente.
"Talvez um bocadinho de marijuana ajude a irmã a curar-se", ele pensa mas teve o bom senso de não dizer. António sorriu então um bocado e disse:
- Obrigado. Fica para a próxima.
Como António desconhece aonde se pode comprar marijuana noutros sítios em Lisboa, mete-se no carro e retorna a casa. Já numa viagem mais calma e por ter perdido outro caminho, de janela fechada, a estrada, a luz do passeio e dos outros automóveis, mais a pequena e leve chuva que volta a cair acompanham-no.
Embrulhou-se na colcha e com o computador nos joelhos começa a ouvir a música no YouTube. Música a música percorre todos os nomes que conhece e que desconhece, deixando-se levar pelo tempo e pelas notas, suspira e acaba por adormecer.
Cryptomnesia
Um sentimento de dormência começa a inundar o corpo de cada um, conquistando cada poro, cada pêlo do corpo e o coração continua a bater, dizendo que ainda aqui está e ele será a última pessoa a calar-se. Todos esses sentimentos serão sempre terminados por um suspiro, porque o caminho que cada um percorre, embora esteja muito longe do desejável, será sempre o caminho que lhes pertence e a coragem terá que se manter sempre e a luta pela vida extende-se até ao coração.
Neste momento, António decide que precisa sentir-se intensamente e apetece-lhe fumar um bocado de marijuana. "Bolas, não estou na Jamaica. Eu desconheço este mundo e não sei aonde em Lisboa posso arranjar um bocadinho de erva." Num súbito momento lembra-se que talvez o Bairro Alto seja o melhor local. Ele olha para o relógio e repara que batem neste momento 23 horas e o tempo chuvoso suspendeu-se para essa noite. Ele lança-se à rua à procura de si mesmo, mete-se no carro e obstinadamente vai até ao Bairro Alto.
Num tempo "desfriado" e aquecido pela chuva recentemente terminada, ironicamente protege-se do frio e percorre os cantos dos prédios do Bairro. "Com este tempo vai ser difícil encontrar alguém." - ele pensou para si próprio. Andou esquina a esquina e apenas encontrou alguém a vender haxixe. "Foda-se, não é isto que quero. Isto aqui não me atrai." - pensou.
- Será que não me arranja marijuana ou conhece alguém aqui que a venda?
- Neste momento o "bro" que anda aqui a vender essas coisas não está cá. Anda com a irmã doente.
"Talvez um bocadinho de marijuana ajude a irmã a curar-se", ele pensa mas teve o bom senso de não dizer. António sorriu então um bocado e disse:
- Obrigado. Fica para a próxima.
Como António desconhece aonde se pode comprar marijuana noutros sítios em Lisboa, mete-se no carro e retorna a casa. Já numa viagem mais calma e por ter perdido outro caminho, de janela fechada, a estrada, a luz do passeio e dos outros automóveis, mais a pequena e leve chuva que volta a cair acompanham-no.
Embrulhou-se na colcha e com o computador nos joelhos começa a ouvir a música no YouTube. Música a música percorre todos os nomes que conhece e que desconhece, deixando-se levar pelo tempo e pelas notas, suspira e acaba por adormecer.
Cryptomnesia
Thursday, 4 March 2010
To your heart
All the coal that I've burnt
All the railroads that I ran
Has the purpose to find your heart
Has the purpose to find my heart.
Choo-choo does the train to your heart
Choo-choo does the train from my heart
And my car is rolling on the streets
to find the city where have you been
And the sun of all prairies
Has the pray of all my dreams.
Honk-honk does the horn of my car
Honk-honk does the horn to your heart.
All the railroads that I ran
Has the purpose to find your heart
Has the purpose to find my heart.
Choo-choo does the train to your heart
Choo-choo does the train from my heart
And my car is rolling on the streets
to find the city where have you been
And the sun of all prairies
Has the pray of all my dreams.
Honk-honk does the horn of my car
Honk-honk does the horn to your heart.
Wednesday, 17 February 2010
Já nada é como dantes.
O amor está morto filhos da puta,
já não há chuva que caia em nós
nem sinceridade simplesmente pura.
Tudo paira sobre a desconfiança,
a inveja de quem tem um bolso maior,
e ser um porco a cagar sobre a alma gémea.
No amor precisa-se sacrifício,
aqui ninguém se sacrifica por nada,
até vendem a mãe ao diabo para se safarem.
Passam por cima dos corpos jazidos no chão,
tiram-lhes a carteira para ver se têm dinheiro,
não têm respeito por ninguém, só amor ao vintém.
A honra da palavra?! Que estupidez.
A única esperteza que têm é querer furar.
Para onde eles vão? Apenas querem se safar.
Derretem-se em sorrisos postiços,
mas que ninguém lhes toque na carteira,
mudam até a lei para que a mentira se torne verdadeira.
Rebolam-se sobre as pérolas do suor de todos os trabalhadores,
atiram pela janela a comida que não querem,
e lá fora sobrevivem os esqueletos ignorantes.
Tudo está perdido e a morrer à fome estão as pessoas
até que as almas se cansem e nova revolução se levante,
e arranque a cabeça destes administradores arrogantes.
já não há chuva que caia em nós
nem sinceridade simplesmente pura.
Tudo paira sobre a desconfiança,
a inveja de quem tem um bolso maior,
e ser um porco a cagar sobre a alma gémea.
No amor precisa-se sacrifício,
aqui ninguém se sacrifica por nada,
até vendem a mãe ao diabo para se safarem.
Passam por cima dos corpos jazidos no chão,
tiram-lhes a carteira para ver se têm dinheiro,
não têm respeito por ninguém, só amor ao vintém.
A honra da palavra?! Que estupidez.
A única esperteza que têm é querer furar.
Para onde eles vão? Apenas querem se safar.
Derretem-se em sorrisos postiços,
mas que ninguém lhes toque na carteira,
mudam até a lei para que a mentira se torne verdadeira.
Rebolam-se sobre as pérolas do suor de todos os trabalhadores,
atiram pela janela a comida que não querem,
e lá fora sobrevivem os esqueletos ignorantes.
Tudo está perdido e a morrer à fome estão as pessoas
até que as almas se cansem e nova revolução se levante,
e arranque a cabeça destes administradores arrogantes.
Saturday, 6 February 2010
Just Breathe - Pearl Jam
Yes, I understand that every life must end, uh-huh
As we sit alone, I know someday we must go, uh-huh
Oh I'm a lucky man, to count on both hands the ones I love
Some folks just have one, yeah, others, they've got none
Stay with me...
Let's just breathe...
Practiced all my sins, never gonna let me win, uh-huh
Under everything, just another human being, uh-huh
I don't wanna hurt, there's so much in this world to make me believe
Stay with me
You're all I see...
Did I say that I need you?
Did I say that I want you?
Oh, if I didn't I'm a fool you see
No one knows this more than me
As I come clean...
I wonder everyday, as I look upon your face, uh-huh
Everything you gave
And nothing you would save, oh no
Nothing you would take
Everything you gave...
Did I say that I need you?
Oh, did I say that I want you?
Oh, if I didn't I'm a fool you see
No one knows this more than me
And I come clean, ah...
Nothing you would take
Everything you gave
Hold me til I die
Meet you on the other side...
As we sit alone, I know someday we must go, uh-huh
Oh I'm a lucky man, to count on both hands the ones I love
Some folks just have one, yeah, others, they've got none
Stay with me...
Let's just breathe...
Practiced all my sins, never gonna let me win, uh-huh
Under everything, just another human being, uh-huh
I don't wanna hurt, there's so much in this world to make me believe
Stay with me
You're all I see...
Did I say that I need you?
Did I say that I want you?
Oh, if I didn't I'm a fool you see
No one knows this more than me
As I come clean...
I wonder everyday, as I look upon your face, uh-huh
Everything you gave
And nothing you would save, oh no
Nothing you would take
Everything you gave...
Did I say that I need you?
Oh, did I say that I want you?
Oh, if I didn't I'm a fool you see
No one knows this more than me
And I come clean, ah...
Nothing you would take
Everything you gave
Hold me til I die
Meet you on the other side...
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