Correntes de chuva forte,
que cai sobre as flores,
molha a terra, afoga a dor
dos meus queridos entes.
O meu coração desabou de vez,
que as más lembranças pereçam,
que o céu me cubra de paz,
e sobre mim, as estrelas permaneçam.
Santa chuva, cai de felicidade,
rezo a Deus, rogo ao santinho,
alimenta este corpo de saudade,
que se perdeu pelo caminho.
Não há que chorar, deixa estar,
eu vou. Adeus.
O meu coração cansou-se
de falsidades.
Saturday, 7 June 2008
Friday, 6 June 2008
Dedicação
Quando algo é praticado
por um grupo de referência,
milhares de pessoas se reúnem
para sentirem a experiência.
Rodeado de cabeças pensantes,
cada um adquire a sua perspectiva,
é sempre muito interessante
observar a harmonia em vida.
Eles trabalham, eles dedicam-se,
como ninguém, eles sentem a dôr,
corpos cansados até à exaustão,
tudo em nome do seu grande amor.
por um grupo de referência,
milhares de pessoas se reúnem
para sentirem a experiência.
Rodeado de cabeças pensantes,
cada um adquire a sua perspectiva,
é sempre muito interessante
observar a harmonia em vida.
Eles trabalham, eles dedicam-se,
como ninguém, eles sentem a dôr,
corpos cansados até à exaustão,
tudo em nome do seu grande amor.
Palavras
Quando escrevi este texto,
ele tinha um caminho,
mas o vento desviou-o,
cruzou-se com outro destino.
O prazer de imaginar
guia-nos até ao incerto,
definimos objectivos,
nunca paramos lá perto.
Os contextos que cada palavra toma,
vem do peso do nosso orgulho,
é criado pelo nosso espírito,
é um culto aprendido.
ele tinha um caminho,
mas o vento desviou-o,
cruzou-se com outro destino.
O prazer de imaginar
guia-nos até ao incerto,
definimos objectivos,
nunca paramos lá perto.
Os contextos que cada palavra toma,
vem do peso do nosso orgulho,
é criado pelo nosso espírito,
é um culto aprendido.
Viajantes
Ao som do mar, grito,
ecoo no topo do mirante,
entre marinheiros e mãos de ferro,
iço as velas, pequeno navegante.
Por mares, marés, altos e baixos,
percorro caminhos errantes,
enquanto o mundo rasga a vida,
encontro novos viajantes.
De peito pressionado,
apertado pelo silêncio do mar,
a realidade dura embate em mim,
vindo de uma natureza basilar.
As nuvens afastam-se entre si,
abre-se uma clareira no chão,
a quilha irrompe sem fim
um caminho pleno de emoção.
Ninguém quer ficar perdido,
a caminho do novo mundo,
bravos ao serviço do desconhecido
na descoberta de um novo rumo.
ecoo no topo do mirante,
entre marinheiros e mãos de ferro,
iço as velas, pequeno navegante.
Por mares, marés, altos e baixos,
percorro caminhos errantes,
enquanto o mundo rasga a vida,
encontro novos viajantes.
De peito pressionado,
apertado pelo silêncio do mar,
a realidade dura embate em mim,
vindo de uma natureza basilar.
As nuvens afastam-se entre si,
abre-se uma clareira no chão,
a quilha irrompe sem fim
um caminho pleno de emoção.
Ninguém quer ficar perdido,
a caminho do novo mundo,
bravos ao serviço do desconhecido
na descoberta de um novo rumo.
Tuesday, 3 June 2008
Criança
A princípio pensei que a culpa era da criança, mas depois de ter ouvido a mãe, percebi de onde a criança tinha aprendido aquele comportamento. Por fim, ouvi o pai e passei a ter pena da criança.
Manhã de Outono
Olho para o mundo a partir desta janela de canto. Escondido na penumbra, observo como a rua brilha intensamente a esta hora da manhã. Os pássaros voam alegremente, jogando à apanhada uns com os outros. Em curvas e contra-curvas procuram enganar o parceiro, como se estivessem a tentar fugir do destino. O chilrear dos restantes companheiros, vão servindo de apoio para os corredores. O canto irrequieto dos pardais ainda não foi silenciado pelo barulho monotónico e irritante das buzinas.
Num verde misturado com um amarelo escuro, as folhas das árvores saúdam em conjunto com o vento o princípio do terceiro trimestre.
Como sentiria com maior intensidade este mundo, se não tivesse fechado como um pássaro engaiolado. Numa postura preguiçosa ou inteligente, impeço-me premeditadamente de desfrutar o que é belo. Este comportamento nasce em mim porque o mundo está sempre em movimento. Fico parado à espera que o sol brilhe novamente neste canto. Se acompanhar sempre as nuvens negras, esqueço-me que há mais vida para além do que vejo.
Num verde misturado com um amarelo escuro, as folhas das árvores saúdam em conjunto com o vento o princípio do terceiro trimestre.
Como sentiria com maior intensidade este mundo, se não tivesse fechado como um pássaro engaiolado. Numa postura preguiçosa ou inteligente, impeço-me premeditadamente de desfrutar o que é belo. Este comportamento nasce em mim porque o mundo está sempre em movimento. Fico parado à espera que o sol brilhe novamente neste canto. Se acompanhar sempre as nuvens negras, esqueço-me que há mais vida para além do que vejo.
Sunday, 1 June 2008
Ideias
Tantos cotovelos que se apoiaram sobre este piano. Aqui, muitas ideias tombaram à medida que os corpos se inclinavam. A cultura tem o dom de unir pessoas e de promover mudanças - o bicho indominável sem destino. A música tem o dom de quebrar as barreiras que o silência levanta. É tão interessante estar sempre a construir algo que se torna indominável como um leão. Como nos elevamos enquanto procuramos medidas práticas para concretizar e controlar as nossas ideias.
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