lundi 27 décembre 2010

Às vezes viver é penoso, mas quando uma coisa boa acontece, graças a Deus que somos suficientemente esquecidos para lembrarmos do caminho difícil que tivemos.
Pelas curvas da digestão,
do problema até à solução,
muito se passa então,
se calhar a culpa é do feijão.
Nunca senti as palavras tão próximas do meu aparelho digestivo. Nunca tinha percebido como elas me podiam salvar de um indigestão.
Eu não tenho medo do conhecimento, tenho é medo da ignorância, embora preferisse não sabê-lo.

lundi 20 décembre 2010

jeudi 16 décembre 2010

Moeda cunhada

Dantes eu tinha medo em falar,
dantes eu estendia a mão,
agora tenho medo de estar calado,
agora escondo-me a atrás da televisão.

A minha imagem é resultado do descontrolo,
do que faço e a retribuição do que fiz,
algo que não se limita a um controlo remoto
para segurar as pontas soltas que me constitui.

Algo mais vasto que não alcanço,
nem ninguém alcança por si [tempos modernos],
só a vida que tira ferozmente o coração,
poderá da injustiça fazer alguém feliz.

Por isso todos os risos e entendimentos,
são apenas uma ilusão numa mão fechada,
o verdadeiro sorriso que existe realmente,
é o revés da coroa da cara da minha moeda cunhada.

lundi 6 décembre 2010

Bom dia

Faz um pedido à estrela brilhante,
um olho luminoso no céu escuro,
uma luz suave e radiante,
que brilha e faz girar o mundo.

Os teus olhos vindo dos sete mares,
que regam a terra e limpam a nação,
campos verdes de tamanhos distantes
que protegem os cantos do meu coração.

A paz estende-se como um manto branco,
sobre a cabeça dos senhores da guerra,
faz os olhos abrirem-se de repente,
faz os mortos brotarem da terra.

Deixeremos os donos da guerra
lutarem entre si num campo árido,
e ficaremos na lareira com os filhos,
passaremos o Natal abraçados.

O mar, a terra, os animais,
o constante movimento das migrações,
o amor nos corações das mães,
por ver um filho pronto para as emoções.

Dentro de cada um de nós,
deixaremos um contributo no mundo,
uniremos as mãos, insurgiremos o uno.
respeitaremos a outra voz.

A paz poisará na neve, na areia,
entregaremo-nos ao trabalho,
calaremos as buzinas dos carros,
e diremos a quem passa, bom dia.