Friday, 28 January 2011

Terra por terra

Quando nos sentimos mais próximos da terra,
vislumbramos o poder presente da vida,
perdemos todos os disfarces do dia-a-dia,
no momento da morte sentimo-nos mais realistas.

Um momento que faz os olhos saltarem,
quando o medo invade todo o centímetro em nós,
a igreja ressoa os sinos avisando a proximidade,
do pó nós nascemos, do pó benzido nos cobrem
quando nos enterrarem.

E até lá é uma pantomina de marionetes,
umas bizarras, outras escondidas, outras falsas, outras tímidas,
o palco montado no manicómio da vida,
que nos consome de inutilidades
para sermos tão inúteis como quem nos vigia.

E o relógio de cuco acusa o tempo a avançar,
não há tempo a perder, pois todo ele é para descobrir,
se do pó nascemos e a terra marca o fim,
o que fica aqui são os actos registados,
para quem vier a seguir continue com o nosso trabalho.

Aonde é que anda a filosofia, aonde é que anda a moral,
só se fala de economia, mas retrocede-se no tempo,
julga-se que se avança, mas planta-se a ignomínia,
que um dia um perverso irá se aproveitar para plantar o medo.

Só procuram instaurar um perpétuo movimento,
como se as pessoas sofressem de ataques de nervos,
mas do momento mais parado irá brotar a mudança,
e as pessoas não irão reparar porque estão entretidas a andarem em círculos.

É no silencio que o bem e o mal nasce,
usa-se a ignorância para se propagar por cada género,
e do chocante entralha-se e torna-se o comum,
sem respeitar a privacidade de quem perdeu o tempo.

Monday, 24 January 2011

Invencibilidade

O que aconteceu à 2ª parte? Será que alguém a raptou e a mantêm refém tirando a continuidade do caminho?

As nuvens fecham-se, a humidade compressa-se tornado o ar irrespirável e fazendo suar qualquer um. Os corpos espraiam-se nos bancos do autocarro. O ar condicionado não funciona, ou pelo menos, o condutor nem tenta pô-lo a funcionar. As pessoas não pensam. O condutor está à espera de alguma ordem para partir. O tempo parou no meio das montanhas cheias de plantas de café.

Como a inocência é uma benção. O saber que não se sabe e nem se conhece, nem se quer conhecer, nem se quer passar por isso, é a invencibilidade de qualquer um. É um escudo que não se vê mas que existe e que protege. Que protege as pessoas do calor, da humidade, do ambiente tórrido. Jamais o escudo irá desfazer-se porque o autocarro tem que partir. Porquê? Porque sim. Porque não há tempo.

Que maior invencibilidade existe para além da frase - "Porque sim". Nenhuma! Porque tem que acontecer, porque é o que eu quero que aconteça e que a natureza tem que realizar. Faz parte da sequência. É a consonância entre as regras da natureza com aquilo que se quer, que faz qualquer um invencível. Neste momento, eu estou invencível. Eu quero que o autocarro parta. O condutor sobe, senta-se, liga o motor e o autocarro começa a andar daqui para fora.

Saturday, 22 January 2011

All the ballerinas will stay still timelessly, but that's the way that should be.

What is wrath?

When love is taken hostage by desilusion and ambition it turns to wrath. This is the most active evilness that a human body can be possessed. It dressed you in black, it offers you a knife and fools you whispering, "If you can't find the right path use this knife to open the way to what you want." Then it points out to something in the black scenery and ends it saying, "Cut here because this is the shortest path to your happiness.". And at the end, the shortest path turns out to be your own disgrace, because the wrath blinded you and when it dressed you in black, it dressed you with depression, it fooled you. At this stage, this guilt will settle in you heart, and it turns out to stone and no one will stop to listen you.

Wrath defered by one day is always demoted to stupidity. If a person learn to wait and not act by a savage impulse, maybe it can have an overall view of the landscape and see that, at the end, the shortest path is his own disgrace. It's hard to accept the choice of life and respect others, but even with disagreements and avoidance, a person always must learn to accept the fate and assume the facts. It's in this case, that the values of a person starts to come out. The more a person want to be exposed to the destiny and doesn't mind from where the bullets come from, the more a person is showing that he knows that life is a set of acts and now it's time to change stage.

Friday, 21 January 2011

Alemanha não é Áustria

Perdia-me nos ombros descendentes da alemã,
em plenos cantos escuros das ruas de Alfama,
das estrelas da noite salpicadas até de manhã,
em autoritarismos e planos estendidos na cama.
Sleeping is the best form of time travel.

Sunday, 16 January 2011

Democracia à portuguesa - pode-se fazer tudo o que quisermos e ninguém nos diz nada.