Sunday, 31 January 2010
Thursday, 31 December 2009
Aldeias esquecidas
No meio de tantos passos, assobios e levezas,
a finura de quem olha para isto
e finge que são grinaldas de malmequeres
bordados nos beirais de paredes de xisto.
São apenas franjas de aldeias esquecidas,
lugares deslocados e perdidos no tempo,
são estradas fantasmas que nos atraem
até às résteas de pedras caídas pelo vento.
Outrora aquecidas por mãos alegres e festas,
apenas encontro um cão a esgravatar o lixo,
veio de um acaso tal como eu apareci,
perdido do perdido, do país e do sítio.
a finura de quem olha para isto
e finge que são grinaldas de malmequeres
bordados nos beirais de paredes de xisto.
São apenas franjas de aldeias esquecidas,
lugares deslocados e perdidos no tempo,
são estradas fantasmas que nos atraem
até às résteas de pedras caídas pelo vento.
Outrora aquecidas por mãos alegres e festas,
apenas encontro um cão a esgravatar o lixo,
veio de um acaso tal como eu apareci,
perdido do perdido, do país e do sítio.
Wednesday, 30 December 2009
Bedding on boards

On the island of Mindanao, a child plays in front of his family’s temporary home in an evacuation centre on the front line between government forces and armed opposition fighters. While some families were able to find shelter in schools and public buildings, others are living more precariously, sometimes sleeping on little more than sections of cardboard.
(in: http://www.redcross.int/EN/mag/magazine2009_2/20-23.html)
Tuesday, 29 December 2009
Ditching
Should he ditch his lover,
should he ditch a hole,
why did he ditched the car?
when the only thing he should search
is a pardon from his heart.
should he ditch a hole,
why did he ditched the car?
when the only thing he should search
is a pardon from his heart.
Wednesday, 23 December 2009
Vem lentamente
Vem ter comigo lentamente
de modo a que ninguém veja
que nenhuns olhos reparem
como és bonita - paciência.
Não existe caminho de saída,
apenas tens que aceitar o amor,
magnânimo como deve ser,
erguer velas a todo o vapor.
Com os pés de porcelana
passos delicados em pedras d'ouro
não sei porque esperas,
o que te faz ainda ter fôlego?
de modo a que ninguém veja
que nenhuns olhos reparem
como és bonita - paciência.
Não existe caminho de saída,
apenas tens que aceitar o amor,
magnânimo como deve ser,
erguer velas a todo o vapor.
Com os pés de porcelana
passos delicados em pedras d'ouro
não sei porque esperas,
o que te faz ainda ter fôlego?
Minha casa de gota de água
Minha casa de gota de água,
refrescante, limpa, enorme,
fria por dentro, transparente p'ra rua,
que um dia se cria, noutro se dissolve.
Gota inchada de esperança,
que alegra alguém por instante,
encosto-me à parede mais que branca,
encharco-me, seco-me, penteio-te.
refrescante, limpa, enorme,
fria por dentro, transparente p'ra rua,
que um dia se cria, noutro se dissolve.
Gota inchada de esperança,
que alegra alguém por instante,
encosto-me à parede mais que branca,
encharco-me, seco-me, penteio-te.
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