dimanche 22 décembre 2013

As ondas que matam são normais

As ondas que matam "são normais"

Desde 2007, pelo menos 40 pessoas morreram apanhadas por ondas junto à costa portuguesa.

O perigo está sempre presente. Muitos não o vêem ou apenas ignoram que ele está ali à sua frente. É por isso que pelo menos 40 pessoas morreram arrastadas por ondas em Portugal desde 2007 (ver texto nestas páginas).
Nos relatos de acidentes como o que há uma semana vitimou seis estudantes numa praia do Meco, perto de Lisboa, há um padrão comum: uma onda veio do nada, derrubou-os e levou-os para sempre.
Segundo especialistas ouvidos pelo PÚBLICO, não há por que surpreender-se com a existência de tais ondas de poder letal. A razão é simples: elas existem sempre, são um dado adquirido, sobretudo fora do Verão.
Das 40 mortes provocadas por acidentes do género, 70% ocorreram no Outono e no Inverno. E faz sentido que assim seja. As praias em Portugal ficam nessa altura mais perigosas por um conjunto de razões, algumas das quais literalmente ninguém vê. Uma delas está a dezenas, centenas ou milhares de quilómetros da costa: o vento que varre o Atlântico com força, durante as sucessivas vagas de mau tempo entre Outubro e Março. E o vento é a origem das ondas.
A outra está debaixo de água: o perfil do fundo do mar junto à orla, que se transfigura neste período. No Verão a inclinação é reduzida, ou seja, o banhista vai mais longe até ficar sem pé. As ondas começam a quebrar mais longe e vão dissipando a sua energia.
Já no Inverno, o mar escava a praia e transporta a areia para dentro da água, formando fundões e barras. As ondas têm tendência para quebrar de forma mais violenta mesmo junto ao areal (ver infografia nestas páginas).
“As praias são mais perigosas no Inverno”, assegura o comandante Santos Martinho, chefe da Divisão de Oceanografia do Instituto Hidrográfico.
Há praias que têm este perfil de Inverno praticamente ao longo de todo o ano. O Meco é uma delas. A explicação mais plausível é a de que os sete estudantes da universidade Lusófona – dos quais apenas um escapou com vida – foram apanhados por aquilo a que se chama uma onda “colapsante”. São típicas de praias com um fundo muito inclinado, na qual a rebentação ocorre praticamente sobre a orla, com a onda literalmente a tombar sobre a areia, provocando uma grande quantidade de espuma.
A cadência natural da agitação marítima facilmente dá uma falsa sensação de segurança a quem está à beira da água. As ondas vêm em conjuntos e, dentro destes, há sempre algumas de maior dimensão. Não será sempre uma em sete – como diz uma lenda popular. “Mas há sempre uma frequência”, assegura José Paulo Pinto, investigador também do Instituto Hidrográfico.
Tanto maior será a ilusão quanto maior for o período das ondas, ou seja, o intervalo entre cada uma – pois levará mais tempo até que surja uma maior. “Naquele dia o período era grande”, recorda o comandante Santos Martinho.
As simulações do Instituto Hidrográfico sugerem que à meia-noite de sábado, dia 14, pouco antes do acidente ocorrer, as ondas no Meco estavam com um intervalo de 15 segundos e com uma altura significativa de cerca de três metros. Como este último indicador é uma média das ondas mais altas, na prática poderão ter ocorrido ondas de quatro, cinco ou, no limite, até seis metros.
Sob tais condições – ondas muito grandes mesmo em cima do areal – a única posição segura é permanecer numa zona seca, e jamais com os pés dentro da água. “Uma onda destas não vai buscar uma pessoa no meio da praia”, afirma Paulo Pinto.
Mas neste tipo de acidentes, por mais que o comportamento da natureza seja previsível, há um sempre um factor humano. “As pessoas não têm consciência dos processos naturais. Não sabem ler os sinais que o mar está a colocar”, alerta a geógrafa Maria José Roxo, do Departamento de Geografia e Planeamento Regional da Universidade Nova de Lisboa.
Mortes por arrastamento de ondas são um desastre natural, diz a investigadora. “As pessoas colocam-se em situação de risco, mas o agente é natural”, afirma.
A mesma opinião tem José Luís Zêzere, do Instituto de Geografia e Ordenamento do Território da Universidade de Lisboa. “Numa série mais longa, os acidentes [como o do Meco] acabam por se enquadrar num padrão de temporal oceânico”, afirma. “E isto pode ser estudado, há seguramente trabalho a fazer aí”.
Há muito também por fazer noutros domínios. Existe pouca informação pública sobre a segurança das praias no Inverno. As campanhas de prevenção de acidentes ocorrem sobretudo no Verão, por razões óbvias. Nessa altura, uma das mensagens que se procura transmitir é sobre os riscos dos agueiros, que são tão ou mais perigosas no Inverno.
Na linguagem técnica, os agueiros são conhecidos como correntes de retorno: a água corre de volta para o mar, concentrada em pontos da praia onde há um canal mais fundo ou uma abertura numa barra. As correntes podem atingir velocidades de um a dois metros por segundo. Pode parecer pouco – equivalem a 3,6 a 7,2 quilómetros por hora – mas não é. “A um metro por segundo, com água pelo joelho, ninguém se mantém em pé”, garante o investigador António Pires Silva, do Centro de Estudos de Hidrossistemas, do Instituto Superior Técnico.
No Inverno, mesmo sem os agueiros, a rebentação pode bastar para um resultado trágico. Pires Silva explica que a energia concentrada numa onda não só é enorme, como aumenta exponencialmente, em função da sua altura. Facilmente uma pessoa é derrubada. O vórtice que é formado depois de rebentação pode puxar o corpo para o fundo, envolvendo-o no turbilhão. Se não houver hipótese rápida de retornar à superfície e recuperar o controlo, a morte por afogamento é certa e rápida, uma questão de poucos minutos, cinco no máximo.
“A morte raramente tem a ver com a força da onda sobre o corpo. O que acontece é que as pessoas são derrubadas, arrastadas”, explica Alexandre Tadeia, presidente da Federação Portuguesa de Nadadores Salvadores. “Nesta altura do ano, as pessoas devem se afastar do mar”, avisa.
Muitos acidentes são de outra ordem, e envolvem ondas que galgam rochas, molhes, paredões ou passeios junto ao mar. Doze das 40 mortes desde 2007 são de pescadores, alguns deles desportivos, que apanham mariscos ou pescam à linha sobre as rochas.
Mais uma vez, não há nada de extraordinário nas ondas grandes que surpreendem quem está junto ao mar. “São ondas normais”, afirma o comandante Santos Martinho, do Instituto Hidrográfico. Mesmo no caso do Meco, não há razão para supor que se tenha tratado de algo anómalo. “A questão é que não houve nenhum tipo de onda especial”, diz Alexandre Tadeia.
“É normal estarmos dentro de água, a surfar ou fotografar, e de repente aparecem ondas claramente maiores do que o esperado”, corrobora Ricardo Bravo, fotógrafo de surf.
Pires Silva, do Instituto Superior Técnico, relembra que, com vento predominante de Noroeste e com o enorme Atlântico à nossa frente, o mar será sempre bravo em Portugal. “O vento a soprar durante horas transfere para o mar uma quantidade inimaginável de energia”, afirma.
Talvez por isso, a esmagadora maioria dos acidentes com vítimas que foram arrastadas por ondas tenha ocorrido na face atlântica do país. “Os portugueses deviam estar preparados para isto”, diz o investigador. “O mar é perigoso”.

jeudi 15 août 2013

Learn, think, create...

Learn, think, create... This is not being genius, this is creating a new perspective. Use candies instead of bullets in wars.

vendredi 14 juin 2013

Why intelligent people annoys me?

Today I am going to make a little confession. Why I had regular grades, and not good ones? Because I hate to be considered smart. My intelligence comes from trying to manage life, and not from grades in the University, or school.

Intelligent people annoy me when they do not act humble. Annoy me when they put a smirk on the face to try to show that they are superior. Guess what intelligent person, you are not intelligent enough!!! Nobody is!!! All the intelligent people that think that they are the best, you will never be intelligent because it is so dumb to act in a narcissistic way, and I never elected you or anybody as intelligent. You elected yourself you dumb fuck.

mercredi 12 juin 2013

jeudi 16 mai 2013

lundi 22 avril 2013

Opinions are not reality

An opinion is a view or judgement formed about something, not necessarily based on fact or knowledge. Nowadays, media masquerade opinions as news, and the audience do not know distinct them and they devise reality based on the media. The audience is forgetting in questioning the media and create their own opinion. Billy Corgan, leader singer from the band Smashing Pumpkins, expresses his view about the media and much more in this interview. You are free to not agree with him.


samedi 20 avril 2013

Stop the system

Does it make sense that we congratulate the birth of a child, but we don't care that he dies of hunger??? Stop the system. We are facing a world war through the increase of poor people and lack of food.




samedi 30 mars 2013

The body excretions

My body excretions,
are the part left behind,
they are reminders,
that one day, I'll die.

The flatulence

My bursts of air,
that comes from behind,
are my smiley blesses
for the people that I don't like.

The green boogies

My green boogies,
are the last food to survive,
when I eat them,
the body touch the mind.

The burp

Pardon me for being so rude.
 It was not me, it was my food.
 It got so lonely down below,
 it just popped up to say hello.

jeudi 24 janvier 2013

Drugs are not bad. They are dangerous.

Drugs are not bad, this is a misconception that people have because they do not speak accurate. Drugs are dangerous because it can bring more problems to your life, e.g. addiction. When a person become addictive to something, it can loose control of his life, and we all know how society spit ruthlessly people out.

Life is not a matter of fit in in groups, it's a matter of taking a choice, assume it, and survive with it. I believe that all people can't live without love. Drugs definitely won't give you the love back, it just take it from you and it will make hard for you to recover. Definitely, drugs won't solve problems, just create more.

Drugs are dangerous because it's hard to predict the future of someone that takes it, in the same way, it's hard to know when someone becomes addict, or even predicts life. I think that when a person realize is an addict on something, it's because he is an addict for a long time, and then it could be late to get free of the addiction.

When a people take drugs, there are the collateral effects, like noticing that you lost all the friends that do not take drugs, remaining just the ones that take. You notice that most of the friends that take drugs will reject you when you start saying "no to drugs" to them, opposing to your initial idea of freedom. You will start to have the feeling that you just attract more problems and you have to constantly fight against them. You get yourself into more problems, (e.g., unexpected pregnancy, having bad friends at your side - this are examples of situations that I know), and you start to think if you really have bad luck in life, or if you are just looking for bad situations.

Everybody knows that drugs can destroy love, a family, and even kill you. Despite of all situations, it's not correct to summarize these fears and conclude that drugs are bad. Drugs are just dangerous because it will show you the path to a fragile, insecure, perfidious, rough maze built over problems that are hard to solve.

If you don't care about this path, and you just like to emerge into unsolved riddles, drugs are for you, and I hope you will have always money to buy them. If you like to have a life without these insecurities, and you are wise knowing that there are more interesting riddles in the world to solve than drugs (I'm sorry, it's my opinion), just say no, and stay away from them ( if necessary stay away from the friends that take it, or at least, do not see them so often). If you suffer from peer pressure, and you cannot say no to your suppose friends, lie saying"I took them and I'm fed up of them, and so I quit."

It's difficult to talk about drugs, because there are a lot of them, and each person personality react in a particular way. It's also difficult to talk accurate about them, despite it seems very alluring and mistakenly easy to talk about them.

You can consider drugs, like marijuana, heroin, cocaine, methamphetamine, even cigarettes and wine. It's you that have the final word one them. It's you that can define them better, or even measuring them. Like everything in life, it's a matter of choice, and you have to assume it.

My opinion is don't take it, it doesn't worth it. If you don't agree with me, get all the information about them and think before you step into a new distorted world. It's your life, it's your choice. You only have one life, don't waste it.

By the way, if there was a law that it would force people know what they are buying, and legalize them to pay taxes (I don't know which drugs should be legalized), maybe this obscurity and attraction for the devil could vanish in the eyes of society.

Similar url: http://teenadvice.about.com/bladdiction.htm