dimanche 27 février 2011

Why during the violent rallies, people don't throw candies instead of rocks. They're so stupid...
Now, it's more likely to spend more time looking at displays then look to the face of our family members. One day, we won't remember the faces of our sons, fathers and siblings.

mardi 22 février 2011

Don't mess with it

Don't mess with the devil,
Let him burn by himself,
if you don't want your life
a living hell.

Turn your back to him,
face God in His splendor,
if he lacks love,
that's his problem, not yours.

mercredi 9 février 2011

Calma Hispânica

O que aconteceu à calma Hispânica,
protegida por telhas de barro,
escondida em adegas de vinho,
tapadas por uma alegria barroca estranha?

Bronzeada em estradas de terra,
em províncias desertas do tempo,
Dom Quixote e Sancho Pança
há muito tempo que não reconhece isto.

Chessboard, maybe...

Maybe we're just pawns
in a chessboard of souls,
and He's just waiting
that we commit a foul.

Where's the second part,
for the guy who felt firstly,
innocence is beautiful,
when you don't see it clearly.

The evil can never reign
over the goodness of a saint,
unblemished almighty sovereignty,
every good person won't faint.

mardi 8 février 2011

A crueldade da matemática

Aproximamo-nos mais do que nunca da matemática,
do abstracto e da sua razão,
rectas em movimento no mapa mundi,
somos pontos em circum-navegação.

A vida traçada em números,
operações tomadas com facilidade,
independente das consequências causadas,
da insensibilidade posta sobre a realidade.

"Mas que mal eu fiz para ser rejeitado?"

Nenhum. Não interessa o que te custa ínfimo,
pois vais ter que sangrar para singrar de qualquer maneira,
para mostrares que qualquer coisa vales,
mesmo que seja um disfarce duma vida inteira.

"Pai, eu não aguento."

Mostra-te, esconde-te e se não aguentas morres à fome,
tens que aprender a matar para seres gente,
tens que ser cruel para seres admirado,
são as regras da insensibilidade.
Se não conseguires, paciência.
Aqui não há ciência. Apenas crueldade.

"Pai, eu não aguento."

Suicida-te, meu filho. Há muito tempo que perdemos a liberdade.

lundi 7 février 2011

Eu preciso o que não temos.

Eu não discuto o artigo, mas é escusado arranjarem desculpas externas à situação actual do país. O problema de Portugal deve-se à falta de visão política dos governantes, ao facto de ser deputado é ter emprego para o resto da vida, e não a ...factores extra-terrestres. Ser-se deputado, ministro, ou primeiro-ministro devem ser cargos transitórios de serviço social e náo emprego vitalício. O que está a estragar este país é existirem políticos que se auto-proclamam como doutores Honoris-Causa da ordem do Infante Dom Henrique mas que na realidade apenas sofrem de miopia governativa, tudo a favor dos interesses que defendem.

Eu não preciso de um padeiro filósofo, eu preciso de um padeiro que saiba fazer pão.

Eu não preciso de um novo museu dos coches, quando os outros estão vazios.

Eu não preciso de um TGV, enquanto andam a fechas as outras linhas férreas.

Eu não preciso de políticos que parecem os actores das novelas brasileiras. Aonde nós os vemos a entrarem como adolescentes e a sairem de lá quando estão velhotes.

Eu não preciso de jornalistas que semeiam a disordem com erros ortográficos para venderem papel e justificarem o seu emprego.

Democracia não é fazer aquilo que me apetece e ninguém diz nada.

Democracia não é cada um por si, e o mais esperto é que se safa.

Eu preciso de ordem, de um país onde a justiça funciona, aonde as instituições estatais funcionam e não dêm prejuízo, de pessoas com visão política e com boa vontade social.

Eu preciso de cultura, de solidariedade social. Eu preciso de respeito por todas as pessoas e pelas suas profissões.

Eu preciso daquilo que não temos e nunca teremos.

vendredi 4 février 2011

Lápis de cor

Os lápis de cores do Luís,
são os mais lindos que existem,
quando se desenha um traço,
dele nasce um arco-íris.

Primeiro um menino e uma menina,
depois a casa e a família,
sempre numa paisagem idílica,
o rapaz Luís e a rapariga Nina.

mercredi 2 février 2011

No mesmo sítio

Como gosto sentir-me encalhado,
preso num rochedo no fundo do mar,
aonde apenas balanço para os lados,
e saber que não vou a algum lugar.

Como gosto saber que o chão permanece
no mesmo sítio que as minhas ideias,
que apenas o corpo com o tempo apodrece,
mas vou continuar a calçar as mesmas meias.

Vou levantar-me de manhã e sair para a rua,
ir pelo mesmo caminho, visitar a mesma loja
sentar-me no mesmo banco e contemplar a lua,
e que a mesma luz reentre em mim e se realoje.

Como me sinto seguro neste fragmento,
pois nunca me abandonou por vários anos,
e se um dia soltar-me e levar-me pela corrente,
pode ser que encontre outro sedimento.