mercredi 31 mars 2010

Commuting to home

The sky that darks the street
the cars lit the headlights
the fog that hides the hail
It's dark my heart, you see.

The temperature cold freezing
it's unbearable to be here
the coats that pass dripping
It's dark my heart, you see.

It's the end of the evening,
the tube is full of people
the streets are jamming,
It's dark my heart, you see.

It's one hour traveling,
seeing the near houses passing,
the landscape is messing
the leftovers of my brain, you see.

In the most hidden corner
I'm outside of our building,
I'm finally next to you,
It's light my heart, you see.

All hail, I'm home, I'm entering.

jeudi 25 mars 2010

Jogo de arcada

Este jogo de arcada,
a sensação dos anos 80,
onde o joystick se dominava,
agora é posta de parte.
Perdida numa sala fechada,
numa rua perdida no barulho,
os néons apagaram-se,
as pessoas passam ao lado.
Os canos pingam ao som dos passos
do escritório de cima,
onde é que ponho a moeda,
onde a ligo à tomada?
Bato no contraplacado
para o ecrã acender,
abano-a para acordá-la,
como posso reavivá-la?
Agarro o manípulo, carrego no botão,
preparo-me para a viagem,
o sonho que a moeda cria,
levanto vôo e esqueço da aterragem.

mercredi 24 mars 2010

Música, minha amante

A música, minha companheira do meu ser,
com quem eu quero estar todos os dias,
mesmo que me dê prejuízo e tristezas,
é e será sempre a minha amante e mulher.

A canção é uma celebração, um elogio,
uma declaração de amor sincera,
algo que canto, escrevo e assobio,
e aceno para que ela não me esqueça.

Mas ela vai virar a cara novamente,
e eu vou continuar a escrever-lhe cartas
e vou continuar a declamar poemas. Porquê?
Porque é assim e eu a amo infinitamente.

samedi 13 mars 2010

Guerreiros

O som do universo nos guerreiros
presentes nos campos de batalha
são presentes em laços vermelhos
buracos de balas embrulhadas.

Deitados nas trincheiras lamacentas,
cobertos de nacos de terra nos hospitais,
no inferno onde jazem os corpos nas macas,
do início ao seu fim, luta de mortais.

Membros estropiados, caras de dôr,
lágrimas que cobrem o sabor do metal
substância que acaba com o amor
que rasga a carne e faz muito mal.

As caras camufladas, o cheiro a medo,
a chuva que bate sem piedade,
o vento que corta os olhos dos soldados
que rastejam ao encontro da verdade.

Um prédio é construído por vigas de aço,
a conquista do terreno por vidas humanas,
para os soldados o material é o soldado,
espera-se não se perder ninguém nesta batalha.

lundi 8 mars 2010

Fama

Alguém te faz um bico,
alguém acende um bic,
alguém fuma haxixe,
alguém tem uma trip,
alguém acha isso fino,
alguém se regozija,
alguém ganha o vício,
alguém acha isso chique.

Escândalo? Qual é a sensação?
Nem sempre te podes esconder,
a tua mãe já não passa por aqui,
querias tudo, que tal? Gostas?
Gostas das fotografias?
É isto que querias?

dimanche 7 mars 2010

Cryptomnesia

Em que se torna os amores perdidos e os sonhos não atingidos quando alguém sabe que pode ter uma doença muito grave? Talvez se tornem em princípios de caminhos que avistamos no horizonte no meio de pradarias e que jamais conseguimos alcançar. Talvez as pessoas mais optimistas circundem os caminhos com campos verdes e extensos que terminam no horizonte, e as pessoas menos optimistas vejam um terreno árido e gretado.

Um sentimento de dormência começa a inundar o corpo de cada um, conquistando cada poro, cada pêlo do corpo e o coração continua a bater, dizendo que ainda aqui está e ele será a última pessoa a calar-se. Todos esses sentimentos serão sempre terminados por um suspiro, porque o caminho que cada um percorre, embora esteja muito longe do desejável, será sempre o caminho que lhes pertence e a coragem terá que se manter sempre e a luta pela vida extende-se até ao coração.

Neste momento, António decide que precisa sentir-se intensamente e apetece-lhe fumar um bocado de marijuana. "Bolas, não estou na Jamaica. Eu desconheço este mundo e não sei aonde em Lisboa posso arranjar um bocadinho de erva." Num súbito momento lembra-se que talvez o Bairro Alto seja o melhor local. Ele olha para o relógio e repara que batem neste momento 23 horas e o tempo chuvoso suspendeu-se para essa noite. Ele lança-se à rua à procura de si mesmo, mete-se no carro e obstinadamente vai até ao Bairro Alto.

Num tempo "desfriado" e aquecido pela chuva recentemente terminada, ironicamente protege-se do frio e percorre os cantos dos prédios do Bairro. "Com este tempo vai ser difícil encontrar alguém." - ele pensou para si próprio. Andou esquina a esquina e apenas encontrou alguém a vender haxixe. "Foda-se, não é isto que quero. Isto aqui não me atrai." - pensou.

- Será que não me arranja marijuana ou conhece alguém aqui que a venda?
- Neste momento o "bro" que anda aqui a vender essas coisas não está cá. Anda com a irmã doente.

"Talvez um bocadinho de marijuana ajude a irmã a curar-se", ele pensa mas teve o bom senso de não dizer. António sorriu então um bocado e disse:
- Obrigado. Fica para a próxima.

Como António desconhece aonde se pode comprar marijuana noutros sítios em Lisboa, mete-se no carro e retorna a casa. Já numa viagem mais calma e por ter perdido outro caminho, de janela fechada, a estrada, a luz do passeio e dos outros automóveis, mais a pequena e leve chuva que volta a cair acompanham-no.

Embrulhou-se na colcha e com o computador nos joelhos começa a ouvir a música no YouTube. Música a música percorre todos os nomes que conhece e que desconhece, deixando-se levar pelo tempo e pelas notas, suspira e acaba por adormecer.


Cryptomnesia

jeudi 4 mars 2010

To your heart

All the coal that I've burnt
All the railroads that I ran
Has the purpose to find your heart
Has the purpose to find my heart.

Choo-choo does the train to your heart
Choo-choo does the train from my heart

And my car is rolling on the streets
to find the city where have you been
And the sun of all prairies
Has the pray of all my dreams.

Honk-honk does the horn of my car
Honk-honk does the horn to your heart.